domingo, 3 de fevereiro de 2013

Atitudes

Trazendo um conto depois de muito tempo sem postar. Eu tenho vários textos em rascunhos aqui no blog que preciso terminar, infelizmente o tempo ou a preguiça atrapalham, mas aqui vai um que estava guardado faz um tempo.




-Ok, vou nessa.
Jay viu Nate se virar e começar  a ir embora. Ela estava cansada, não era idiota e estava doida por Nate há muito tempo. Ela sentia que ele não era indiferente a ela, mas nada adiantava se nenhum dos dois tomava a iniciativa, e pelo visto quem teria de tomar seria ela. "Tudo bem", pensou consigo mesma e puxou Nate pela jaqueta.
-Mas o que...
Jay não o deixou terminar, fazia muito tempo que ela o queria e o beijo que ela acabara de dar nele continha toda a sua ânsia. No momento em que ela iria se afastar de Nate, ele a agarrou pelos braços, passou para a cintura e continuou o beijo. Não era algo macio, suave e cheio de amor, mas sim possessivo, chegando a machucar os lábios.
Era isso que ela queria, não estava procurando doçura, teve muito disso no seu relacionamento anterior e já estava enjoada de tanto açúcar. Ela agarrou os cabelos de Nate e ouviu escapar um gemido dos lábios dele,  se espremeu mais a ele e mordeu seus lábios com força.
Estava acontecendo tudo rápido demais, mal dava conta de seus sentidos, via luzes piscarem sob as pálpebras fechadas, sentia o cheiro delicioso de Nate e suas mãos descendo por seus quadris.
Até que um carro passou buzinando e um rapaz colocou a cabeça para fora do vidro, berrando para os dois.
-Porra! - Nate disse assim que a largou por causa do rapaz barulhento.
- Acho que estarmos no meio da rua chama um pouco de atenção. - Ela soltou a frase segurando uma risada.
Nate lhe deu um pequeno empurrão e depois passou o braço pelos ombros de Jay. Ela não queria nada de romantismo, queria curtir, mas um gesto de carinho não faria mal.
Começaram a caminhar juntos e pelo caminho que estavam tomando, ele estava a levando até a casa dela.
-Porra, Jay - ele repetiu. - De onde saiu isso?
-Sei lá, eu sou afim de você há uma carinha, você é um lerdo. Não dá de esperar pra sempre. - Ela deu uma apertadinha nas suas costelas enquanto falava 'lerdo', só pra dar uma ênfase.
-Ei, não fala assim. Vocês são todas estranhas, não dá de saber o que vocês querem, dá um desconto. - Ele riu e soprou o pescoço de Jay.
Ela sentiu arrepios deliciosos na espinha e lembrou o quanto desejava Nate. Era cedo demais pra ficar falando que queria algo como uma amizade com benefícios. Nate era um cara muito legal, mas a única coisa que ela sentia por ele era desejo e por ter acabado de sair de um namoro sufocantemente grudento, estava mais do que afim de ter apenas alguém com quem se agarrar.
Com esse pensamento, viu que já havia deixado as mãos de Nate tempo demais por sobre o seu ombro. Ela se desvencilhou disfarçadamente e continuaram o caminho até a sua casa como estavam antes, como bons amigos.
-Ei, valeu por ter vindo comigo. - Jay falou cutucando Nate na barriga, um gesto comum para ela. - Acho que podemos nos ver amanhã, que tal?
-Pode ser, marcamos alguma coisa então.  - Ele disse se desviando.
Nate estava pronto pra beijá-la, quando ela virou o rosto e o beijo foi parar na bochecha. Ela deu um sorriso de lado e começou a caminhar pra dentro de casa.
-Mas o que... - Nate acompanhou Jay desaparecer pra dentro de casa com um olhar confuso.  -Ok, muito engraçado. Provoca pra depois fugir? Ha-ha.
Enquanto Jay olhava do canto de sua janela Nate ir embora, ria consigo mesma ao ver o quanto um gesto podia mudar as coisas, só esperava não tê-lo mandado embora com aquele beijo na bochecha, ela só queria provocá-lo um pouquinho, era o minimo que podia fazer pelo tempo em que ele não tomou uma atitude. Ela esperava continuar com isso e no dia seguinte as coisas seriam melhores.


Mariana Patrício Melo




quinta-feira, 26 de abril de 2012

Brilha, estrela brilha




Brilha linda estrela
Brilha em minha mão
Cai devagar no meu bolso
Cai devagar no chão

Estrelas estrelinhas
Pequenas luzes no céu
Quem me dera ter algumas
Na ponta do meu pincel

Estrelas brilham branco
Mas querem o colorido
Querem mais olhares
Querem seu sorriso

Estrelhas brilham no céu
Brilham em minha mão
Brilham meus olhos
Quando as vejo na escuridão.


Mariana Patrício Melo

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Romance Assombrado - Epílogo

Esse texto foi feito para participar de um concurso de contos infanto-juvenil, tem algumas modificações e vou deixá-lo sem final pois quero continuá-lo.




Às vezes me pergunto como me meti nessa história. O problema agora é que estou apaixonada. Por um fantasma! Ah não, não é sentido figurado, ele realmente é um fantasma.
Minha mãe insistiu pra que eu arranjasse um namorado vampiro ou bruxo. Mas o que eu posso fazer? Os fantasmas são muito mais lindos do que as outras raças.

Mamãe diz que isso é uma traição da raça. Daí eu me pergunto “que raça?”, se eu sou apenas o que eles chamam de Luna, a misturinha.  Meu pai é vampiro e minha mãe humana. O que é bem triste sabendo que eu e minha mãe e talvez até meus netos vão morrer antes dele. A sorte é que sendo uma mistura, não tenho tanta sede de sangue e durmo normalmente à noite. Mas o problema é viver menos, tudo bem que ainda vivo mais que os humanos, mas não passo dos 1000 anos.

A escola é normal, para mim: a mistura. Já que minha mãe é humana, nada mais normal do que eu estudar em uma escola humana, certo? Errado! Acredita que há uma escola só para as misturinhas? Claro que não só vampiro/humano, mas também vampiro/lobisomem, humano/fantasma, e por aí vai. Mas dentro da escola temos matérias apenas nas nossas respectivas raças.
Foi na Big Breeds  High School que eu conheci o Andrew. E não, ele não estudava na Big Breeds, pois ele é raça pura. Foi no baile de formatura. Não era eu que estava se formando e sim minha amiga Bretsy, metade humana e metade lobisomem. Eu estava no primeiro ano. Os formandos poderiam convidar três pessoas do colégio e duas de fora.

Como eu esperava, não havia ninguém que eu conhecia naquele baile, a não ser a Bretsy. Depois de meia hora eu já estava pronta para fugir. Saí do salão e fui em direção à saída, que por sorte ficava perto dos banheiros. Então mesmo que só por paranóia minha alguém estivesse me seguindo era só entrar no banheiro e esperar uns dez minutinhos. Eu já estava quase na porta quando ouvi um barulho e estanquei. “Oh não, eu já passei dos banheiros.”

“Ei garota, indo embora? É tão cedo, a festa mal começou.” Eu virei devagar enquanto formulava uma resposta. Mas quando eu o vi, quase desabei, ele era o fantasma mais lindo que eu já tinha visto. Como eu sabia que era um fantasma? Eles tremeluzem  um pouco à noite.

Enfim, não consegui formular nada melhor que um “Uhum.”

“Oh, é uma pena. Eu não conheço ninguém e, pensei que pudesse me fazer companhia.” Ele se aproximou de mim e eu senti aquele perfume. Oh não, aquele perfume.

“Ah sim.” Não Luna, não diga tudo bem! “Tudo bem, acho que posso ficar mais uns minutos.”

Maldito perfume! Todos os fantasmas liberam odores, para alguns pode ser um perfume, para outros não. E quando é um perfume, ninguém descobriu o porquê ainda, mas o que o fantasma pede não conseguimos deixar de atender. E tem alguns que ainda dizem, que se o perfume for muito atraente, a pessoa corre o risco de se apaixonar.

NÃO! Eu não posso me apaixonar por ele, nem o conheço.  E o que um cara gato desses iria querer COMIGO? Ele nunca olharia para mim, a não ser agora.

Ele colocou a mão em minha cintura e me levou para uma escadaria perto dos banheiros. Eu meio que me deixei levar porque A MÃO DELE ESTAVA NA MINHA CINTURA! E sentamos ali sem eu ao menos 
notar o trajeto que fizemos.

“Achei que gostaria de ficar na festa e não na escadaria.” Falei
“Bem, acho que sua companhia será muito mais agradável aqui onde eu possa ter toda a minha atenção voltada a você.”

É claro que mudei de assunto rapidamente.

“Não me disse seu nome.”
“Ah sim, desculpe. Meu nome é Andrew. E o seu?”
“Luna e você é de que século hen?”

Nada melhor pra falar.

“Século XIX. Acho que percebeu que minha fala é diferente.”
“Uhum”

Nada melhor pra falar de novo. Fantasmas podem ser de qualquer século. A sorte deles é que eles podem envelhecer quando quiserem. Ou seja, se esse gato quisesse morrer daqui trinta segundos, ele morreria. De novo. Mas definitivamente.

“Você é muito linda. Foram poucas as mesclas de vampiros e humanos que achei tão bela.”

Ele estava falando de mim? Verdadeiramente de mim?

“Acho que está me deixando envergonhada.”
“Desculpe, é que sinto alguma coisa em relação a você, mas não consigo saber o que.” Ele me olhou com os olhos em dúvida.

Dizem por aí que fantasmas às vezes também sentem perfume. Mas são ocasiões raras. Ouvi dizer que em toda a história das raças houve apenas seis.
“Não imagino o que seria.”
“Sabe, você me faz sentir bem. E que perfume você está usando? É ótimo”

Ok, isso soou extremamente estranho. Não curto perfumes em mim, me sinto sufocada, ou seja, eu não uso.
"Ah, perfume? Eu não uso, deve ser de alguma garota do salão que passou por mim."
Dei um sorriso frouxo pensando desesperadamente num jeito de ir embora. Não me entendam mal, claro que eu adoraria ficar perto do Andrew, ele era o cara mais lindo que já vi, mas a chance de me apaixonar por ele apenas crescia. 

Como uma resposta às minhas preces, minha amiga Bretsy me achou ali sentada e veio correndo me chamar para conhecer suas amigas que também eram formandas. 
"Tenho de ir, se não se importa." Falei, e enquanto me levantava Andrew puxou minha mão.
"Adorei lhe conhecer, Luna. Espero vê-la em outras ocasiões, um pouco menos desconfiada."
Ele piscou pra mim e fez sinal para que eu fosse para o salão. Ao chegar na porta olhei para trás e ao ver que ele já tinha desaparecido, senti um aperto no peito. "Oh não, me apaixonar não."


Mariana Patrício Melo

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Discovery


Nada...nada.

É o que permanece em minha mente quando penso no que fazer. Creio que é aquele tipo de situação que não há mesmo solução. Foi irritante e totalmente pertubador o que aconteceu, foi improvável e delirante o modo como aconteceu. Nada...nada, nada se compara a isso.

Foi...delicioso. Tão único que até esse momento me sinto abalado, com a mente nublada e mãos suadas.
Cada vez que penso em seus olhos, seios fartos e sua boca vermelha sinto um calafrio, um calafrio maravilhoso.

Tão...doce. Cada momento, cada toque e cada sussurro me fizeram pedir por mais, ansiar, implorar.

Acariciei seu adorável corpo, beijei sua nuca e retirei os grampos de seus cabelos. Sua voz parecia música, chamando-me. E cada vez mergulhei mais fundo, sem pensar nas consequências, tão fundo que já não posso mais voltar. Apenas me afogar nela.

Isso jamais aconteceu, sempre tive o que quis, dinheiro, mulheres. Mas não ela, não. Eu não a quero simplesmente, eu a necessito, eu.... a amo.

Essa palavra, esse sentimento, são novos, são diferentes, com toda a certeza são indesejáveis, mas são únicos e não há nada que eu possa fazer...nada.

xx


Mariana Patrício Melo


P.S.: Quem sabe esse trecho não faça parte de um livro um dia? :)

quinta-feira, 24 de março de 2011

Lembranças

-Garota, é melhor não me deixar falando sozinho.

-Faço o que quiser, sai da minha frente.

Andei em sua direção, apenas esperando o momento em que ele sairia do caminho. Mas ele não saiu.

-Qual o problema? Nem te conheço, larga do meu pé.

Ele me olhou dos pés à cabeça e sorriu.

- Você realmente não lembra de mim?

O olhei com mais atenção dessa vez. Olhos cinzentos, barba por fazer e cabelos desgrenhados pelo vento. Lindo, a primeira palavra que surgiu na minha mente, mas não deixaria ele notar o que eu estava pensando. E é claro, não perderia a chance de ser sarcástica.

-Algum mendigo que um dia ajudei?

Dando um empurrão nele para abrir caminho, senti sua mão me puxando.

-Ah não brinca, Brubs. Não acredito que você não está lembrada!

Já estava começando a responder com palavrões quando ouvi meu apelido, parei de falar no meio de uma frase, com a boca aberta. Ainda bem que me recuperei rápido.

-Escuta aqui, cara. Não sei como você sabe meu nome e nem como me achou. Só me deixa em paz, tá bom? Cai fora.

-Não, não caio fora. Cansei de esperar, Brubs.

A próxima coisa que senti foram suas mãos fortes sobre meus braços e seu abraço me puxando para perto, com um movimento rápido sua boca encontrou a minha, deixando uma exclamação fraca no ar, dando lugar a um suspiro prazeroso.
Até cair a ficha. Com toda a força que ainda me restava, o empurrei.

-Tá doido? Qual é a sua?

- Ha ha. Bruna, nem acredito que pude fazer isso.

Parou de rir abruptamente e apenas disse:

-Sou eu, Marc. Seu vizinho, há 13 anos atrás. Agora lembra?

E ao dizer isso virou-se e foi embora.
Marc, aquele Marc. Eu, simplesmente, não podia acreditar que ele havia voltado.


Mariana Patrício Melo

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

O Menino e Seu Cavalo

Olá pessoal, faz tempo que não posto aqui. Me desculpem, tava sem tempo pra escrever, mas espero agora, estar sempre escrevendo coisas novas pra vocês. Espero que gostem desse poema infantil e se quiserem me dar sugestões para algo que eu possa escrever num próximo post, sintam-se à vontade. :)



O Menino e Seu Cavalo



Todo mundo dizia:
"Há algo errado com esse menino,
Pois só quando está com seu cavalo
Ele vive sorrindo."



E quando todos lhe perguntavam
Qual o motivo dessa amizade
O menino sempre respondia:
"Ele sim é amigo de verdade."



E o menino continuava
Sua explicação sem fim
"Porque quando eu era pequeno
Ninguem gostava de mim."



"Fui crescendo, virei menino
E de tanto passear sozinho
Conheci meu cavalinho."



"Agora que achei um grande amigo
Triste não ficarei
Pois com ele sempre estarei."











Mariana Patrício Melo

feito em 14/02/11.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Férias


As férias são mais que bem vindas nessa minha vida tão corrida. Mas, pensando bem, acho que nunca tiro férias, se não estou tendo aula, estou trabalhando, ou seja, o descanso não vem exatamente como eu gostaria.


Mas diga-me você, não é ótimo poder descansar e não se preocupar com o despertador logo de manhã? Ou até que horas você vai ficar acordado lendo um bom livro?


Sinto saudade dessas coisas, daquela vida despreocupada de criança, de brincar de boneca a tarde inteira e continuar achando que o tempo passa devagar demais...


Infelizmente, crescemos, infelizmente as férias não duram para sempre. Mas pelo menos ela vem nos fazer uma visitinha no verão, deixar seu aroma e seu suspiro na gente. Sim, as férias.




Mariana Patrício Melo